Amigos do Rogers

13 de janeiro de 2008

Piadinhas Que Ninguém Entende


Um casal de namorados vem, de mãos dadas, da faculdade. Os dois fazem Letras.
Ele, do nada, começa:
__ Milan no seu Kundera! Ha-ha-ha! É risível! Não é, amor? É insustentável de tão risível, amor! – Pensa: Brincadeira! Brincadeira! – porque não entendem suas piadas.
Ela, sensata:
__ Pega leve! Pega leve!
__ Qui leveza o caramba! – pensa.
Um guardinha noturno que passa na rua de bicicleta repara a excitação do rapaz, pára e pergunta:
__ Algum problema? – e vendo um livro na mão da moça, pergunta, curioso: – Que livro é?
Ela:
__ O livro do riso e do esquecimento, de...
O guardinha, não conhecendo o livro, interrompe:
__ E com ele? – se referindo ao namorado.
Ela, humorada:
__ Essa é a chamada Insustentável leveza do ser.

*** ***

O namorado, estudante de Letras e sempre bem humorado, vira para a namorada e diz, em exclamação:
__ José Limpa seu Rego! – e repete: – José Limpa seu Rego!
__ Cê parece moleque, Ricardo! – ela.
O outro emburrou. Ela:
__ Ih, tá de fogo morto, é?
Doidinho, doidinho, esse Ricardo – pensa a moça, carinhosa.
Ricardo pára, olha para o chão, pensativo, estranhando. Diz:
__ Amor, olha que pedra bonita – abaixando. Pega-a. Diz: – Olha!
__ Que quê tem?
__ Coincidência, porra... – murmura, admirado.
__ Que quê tem?... Que?...
__ Ah, deixa pra lá... É uma longa história...


¨¨PIADINHAS SEM GRAÇA¨¨

Reportagem 1: Um jovem de classe média é acusado (com bastantes provas) de ser o maior responsável por um roubo de 5 milhões num banco. O repórter diz que o jovem de classe média alta não tem perfil de bandido, por ser de classe média alta (???), ter curso superior e ser filhos de advogado. Reportagem 2, que vem logo a seguir: Troca de tiros entre policiais e bandidos (que sequer apareceram e contra os quais não se mostrou prova nenhuma) numa favela. Três bandidos (que ainda não foram mostrados) morreram. O repórter disse que se tratava de bandidos (e pronuncia a palavra com bastante vigor) perigosos. Conclusão 1: Bandido para a mídia é só quando o indivíduo é pobre ou rouba pouco. Conclusão 2: O indivíduo pobre que assiste e acredita na televisão ou é doido ou é masoquista mesmo.
.

*** ***
Era uma vez uma provedora de energia elétrica chamada CEMIG (Companhia Elétrica de Minas Gerais). Um dia, um pai de família, com seus quatro filhos e mulher, não conseguiu pagar a conta de energia que aumentara em 30%. Pagava, anteriormente, aproximadamente 100,00 R$. Teria, agora, depois do aumento, que pagar mais de 130,00 R$. Não conseguiu. Ganhava mais ou menos 700,00 R$. Pagava aluguel (200,00R$), água (30,00 R$ - que também aumentara), telefone (60,00 R$), alimentação mensal (300,00 R$), gás (mais de 40,00 R$), energia e tantas outras cositas más. Fazia milagre. Na verdade, uns bicos, trabalho por fora. Sua mulher também o ajudava. E muito.
Atrasou a primeira conta, a segunda e, perto de atrasar a terceira, cortaram a energia.
E ficaram no escuro.
Mais ainda.

*** ***

Hoje
Marcos, um universitário vigoroso e vaidoso, chamou para sair, num sábado, o primo, estudante de cinema e, atualmente, câmera em filmes de baixíssimo orçamento.
Pedro, o primo de Marcos, fora chamado para trabalhar num filme maior. Esse filme só sairia se o outro, também nacional, em cartaz, da mesma distribuidora, tivesse um bom público.

Vinte dias antes
Marcos, numa sexta-feira, chamara uma garota para ir ao cinema. Que filme assistiriam? Qualquer um, menos aquele ali – dissera Marcos, apontando para o cartaz do filme brasileiro. Era chique, gostava de filme norte-americano. Assistiram, como muitas outras pessoas, a um filme norte-americano, um daqueles mesmos que sempre faziam – daqueles mesmos.

Hoje
Em resposta ao convite do primo Marcos, Pedro responde:
__ Ih, cara! Tô sem grana. Aquele trampo daquele filme que te falei não saiu. Deixa pra outro dia.
__ Beleza. Té mais.
Os dois ficaram em casa (cada um na sua), assistindo a um programa que mostrava os privilégios, o prazer de ser um ator hollywoodiano, bonito, famoso e rico.

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