Amigos do Rogers

29 de agosto de 2008

PoRtAl SoLaRiS - Ressonâncias


>>>>>Algumas reportagens, críticas e elogios sobre a revista Portal Solaris:

A última revolta de Jesus Cristo (baseado numa história que tudo indica ser real)”, de Rogers Silva, é para enfurecer qualquer católico carismático e fã de carteirinha de Mel Gibson. Satirizar Cristo também é algo que já foi muito feito, de Michael Moorcock a José Saramago, mas o bom da história de Rogers é que ela é curta, grossa e vai direto ao ponto. É uma piada, e é engraçada. Jesus é torturado na cruz e simplesmente decide que morrer pelos humanos é um absurdo. E suas últimas palavras não são exatamente aquelas que conhecemos pela Bíblia. É um dos melhores contos do portal. Em “O mundo desencantando de Desseres”, Rogers escreve uma narrativa igualmente curta e grossa, embora mais poética (no bom sentido), com um pouco de García Márquez e de Murilo Rubião, mas não supera o conto crítico.
((( Fábio Fernandes)))

>>>>> Para ler a reportagem completa, acesse Le monde diplomatique (Clique)

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Rogers,

Hoje mesmo comecei a revista, li os três primeiros contos, gostei de todos, mas o que me chamou a atenção foi o seu que resolvi ler logo por ter sido citado na comu.
Menino, você arrasou. Além de uma idéia ótima, você faz literatura! É daqueles contos que você morre de inveja de não ter escrito. He-he. E me tocou mais ainda porque tenho pouco apreço pela espécie humana – acho que os camelos mereciam mais mesmo. Humor da melhor estirpe.
A gente tem o que chamo de efeito free (alguma coisa em comum). Tenho vários contos com este lado de humor afrodescedentérrimo.
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Veja só o que seu conto me causou, danei a escrever sem parar.. é que sou apaixonada por literatura e quando leio algo que me emociona dá vontade de conversar com o autor.

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Bom, depois de você, descobri outro contista maravilhoso na Solaris: o Carlos Emílio C. Lima. Os Gims é lindo, mágico, diferente, me lembrou os melhores Bradbury um dos meus contistas favoritos na FC e fora dela.
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Eu li o O mundo desencantado e gostei muito também, especialmente dos personagens designados por sua função na trama e na vida e em itálico. Mas A última revolta tem algo que captura as pessoas: um personagem mítico (e bota mítico nisto, o único deus que eu conheço que foi humilhado, torturado e morto com crueldade - e fez tudo isto por vontade própria, sacrifício sangrento pela humanidade. Cristo é altamente literário, independente de qualquer outro aspecto) uma idéia super original – Jesus se revolta contra o Pai (o mais genial foram os motivos. Hehe) e um final irônico: " vou morrer pelos camelos". Mas o principal, me parece, é que ele desperta emoção no leitor. O mundo desencantado é mais cerebral, ele visa uma região mais racional do leitor. E gosto muito disto também mas penso que, no geral, o leitor é capturado pela maior emoção (ainda que ela venha com embalagem cerebral como acontece, por exemplo, com Clarice Lispector).

Enfim, no meu caso, houve uma identificação particular com A última revolta porque acho que os animais são mesmo mais merecedores do que o homem, mexeu com camadas profundas e rebeliões básicas.

Já li mais alguns contos: gostei imensamente (como já disse em outra mensagem) dos dois do Carlos Emilio (mais ainda do Gims, apesar do outro ser belíssimo, imagético e muito original. Mas é aquela coisa da emoção – Gims é altamente atmosférico (uma das minhas obsessões é atmosfera, como autora e escritora) tem um suspense mágico, opressivo, lembra alguns bons textos de autores latinos, uma mistura de povoado decadente com alta tecnologia e pitadas de guerra dos sexos embutidos naquelas mulheres antigas manipulando os homens pela palavra, como sereias. O outro tem um ambiente mais original, diferente, incrivelmente estranho. Fica também entre os meus preferidos, junto com Gims e os seus dois. E junto com Dobras, outro que está a altura do colocado no prefácio pelo Nelson. Então, até agora são estes cinco. Talvez consiga ler tudo hoje se o coelho da Alice permitir.
(((Maria Helena Bandeira - escritora)))


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Terei o maior prazer em comentar. Prazer ainda maior é ver que autores que eu nem imaginava estão escrevendo histórias de FC, surpreendendo, como é o caso de Mayrant Gallo com o ótimo conto Capek (mesmo que a alusão à ciência estivesse apenas no epílogo, foi possível deduzir que Capek era um ser cibernético). Ainda não li tudo. Estou lendo aos saltos, deixando os autores já conhecidos do fandom para o final. Surpreendente também o conto do Rogers Silva, "A última revolta de Jesus Cristo". Um dos melhores finais que já tive a oportunidade de ler. Bem, como eu já disse, ainda não li tudo. Mas você tem aí dois comentários entusiásticos ao texto de dois autores, que se extendem a todo o trabalho que, também por dedução, não deve ser menos que fantástico. Abraços!
(((Tibor Moricz)))

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A edição de Portal Solaris, mais uma jornada pelo universo da literatura catapultada pela nave criativa de Nelson de Oliveira, responde não apenas à demanda de leitores que buscam novos parâmetros narrativos, mas à necessidade de nós, terráqueos, de tirar um pouco os pés do chão e navegar pelos espaços insondáveis da ficção. E os textos desse número inaugural são pura fricção. São trajetórias em que os autores dialogam com mestres como Aldous Huxley, Ray Bradbury, Orwell, Anthony Burgess, Eric von Daniken, Murilo Rubião e Asimov, com direito a uma visita ao mistério e ao suspense, com direito a uma carona com Hitchcock, Orson Welles, Hammett, Conan Doyle, Agatha e Zé do Caixão. Nada de trash, nem de kitsch. Aqui o que prevalece é o cult sem esnobismo nem hermetismo.
(((Ronaldo Cagiano, Autor do "Dicionário de pequenas solidões" - Língua Geral)))

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Estou lendo a revista e tive uma espécie de insight. A liberdade de criação me fez acreditar mais nos meus contos. Acho que devia ter lido mais FC. Esta revista é uma ferramenta eficiente para sugerir novas formas de narrar.Agora estou mais estimulado para escrever como for preciso. A literatura não deve nada para a realidade, pois ela é outra realidade, e pode ser tão fantástica quanto à "nossa".
(((Adriano - editor da ed. Biruta)))

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Quanto ao conteúdo, Oliveira reuniu 14 contos de dez autores de nada menos que sete estados do país, dando uma ótima amostra contemporânea, e em escala verdadeiramente nacional, do que se produz em termos de ficção fantástica. A escolha dos convidados contemplou alguns nomes conhecidos de quem acompanha a FC nacional e outros que se mostram uma boa novidade na área. O mais veterano, sem dúvida, é Roberto de Sousa Causo, um dos escritores nacionais premiados e publicados pela já citada IAM (a noveleta “Patrulha para o desconhecido” foi impressa no número 14). Em sua contribuição para o Portal Solaris, o paulista, autor de A corrida do rinoceronte e responsável por uma coluna semanal sobre FC para uma página da internet, apresentou o conto “Rosas brancas” – dedicado ao americano Philip K. Dick – cuja temática bélica futurista faz parte de suas marcas registradas.
(((Romeu Martins)))

>>>>> Para ler o artigo completo, acesse Overmundo