Amigos do Rogers

15 de novembro de 2011

Várias #malaguetas

Leitores,

para aqueles que não leram ou que leram a ponto de querer relê-las, selecionei algumas #malaguetas minhas publicadas n'O BULE. Escolha uma e, se despertar o seu interesse, leia, critique, elogie. O importante é deixar rastros.

Nem todo leitor é escritor (ou sobre a literatura escrita com sangue) - Malagueta #12


Ler livros, ou ler alguns livros, ou – pior ainda – ler poucos livros não dá a ninguém substância para se tornar um escritor. Mas que p...! de substância é essa? A meu ver, muito mais do que leitura, o escritor (de literatura) precisa de: sensibilidade, senso estético, senso crítico, conhecimentos (aí vale o de mundo, o da vivência/experiência (o que de forma alguma pode se confundir com maturidade ou velhice), o autoconhecimento, o conhecimento do humano, o conhecimento (o domínio) da linguagem, e até o conhecimento enciclopédico, embora esse não seja pré-requisito essencial). Nas veias do escritor precisa correr (e de lá escorrer) sangue, e não água.

Pessoas que leem na internet são mais preguiçosas? (ou Adote um folhetim) - Malagueta #10


Esta #malagueta é muito mais uma campanha do que uma crítica ou uma tentativa de polemizar sobre algum assunto em especial. O seu objetivo é incitar os leitores a ler textos longos na internet. O seu objetivo é apresentar aos leitores bons textos longos na internet. É argumentar, sobretudo, a favor dos textos longos divididos/publicados em capítulos, seja a sua publicação semanal, quinzenal ou mensalmente. Enfim, o objetivo deste texto é fazer com que o leitor Adote um Folhetim.

Literatura estrangeira é muito melhor - Malagueta # 6


Um dia visite as listas dos livros mais vendidos de qualquer revista brasileira. Não se contente em ver a lista do mês corrente. Se possível, pegue as listas mensais dos mais vendidos de todo o ano de 2010 no Brasil. Se tiver paciência, aproveite e pesquise as listas de 2009. E de 2008. Perceberá nelas algoestranho: em todas, entre os mais vendidos está uma maioria esmagadora de livros estrangeiros. O que explica esse fenômeno?

Preço de livro não é desculpa para um país que não lê - Malagueta # 4


Se analisarmos o preço bruto do livro (embutidos aí os impostos), sem quaisquer aprofundamentos, com certeza que este objeto no Brasil é caro. Afinal, num país em que grande parte da população ganha menos do que R$ 1.000 (por família), pagar R$ 30, R$ 40 por um livro não é pra qualquer um. Esse valor é o que muitas famílias brasileiras gastam mensalmente com verduras, legumes e frutas. Quem negará que esses alimentos são mais importantes do que um livro? No entanto, diariamente somos compelidos a fazer escolhas, e é aí que o preço do livro não pode ser considerado uma desculpa para quem – para um país – que sempre desprezou (despreza) a leitura e a literatura. Basta afirmarmos que sempre escolhemos por não comprar livros. Sempre escolhemos por não comprar conhecimento. Mentira?

Literatura não vende - Malagueta #2


Aparecem a todo momento centenas de escritores afoitos por terem seu talento reconhecido. Querer ser reconhecido por seu talento, por sua competência não é – nem deveria ser encarado como – pecado. No entanto, numa cultura nada meritocrática como a brasileira, querer possuir, querer ganhar, querer enfim, é visto com certa desconfiança. Se aliados ao querer, houver talento, inteligência e competência, ihhhh, o indivíduo corre o risco de ser crucificado, inclusive. Neste país, a forma mais fácil de se conseguir qualquer coisa, qualquer posto, é a bajulação, as relações pessoais, a intimidade, a troca de favores. Não encare isso como uma crítica. É a nossa realidade. É a nossa cultura.


Divirtam-se (ou não).
Abraços do
Rogers.