Amigos do Rogers

12 de dezembro de 2011

5 músicas baseadas em livros

1. "Is everybody in?" – The Doors

A 17ª música do álbum Stoned Immaculate da banda The Doors traz uma versão de Jim Morrison para o poema "Is everybody in?", do, não menos maluco, William S. Burroughs. Nada estranho para quem, desde o início do grupo, se baseou em poetas de todos os tipos, como Morrison.



2. "Killing an Arab" – The Cure

Somente uma chance para vocês: “Standing on a beach/ With a gun in my hand /Staring at the sea/ Staring at the sand/ Staring down the barrel/ At the arab on the ground/ See his open mouth/ But hear no sound”. Mais uma, então: “I'm the stranger/ Killing an arab”. Quase auto-explicativa: O Estrangeiro, de Albert Camus. O título da música também deu nome ao primeiro single da banda 80’s, em 1978.



3. "Wuthering Heights" – Kate Bush

Impossível escrever um post sobre esse assunto e não falar dessa. A música "Wuthering Heights" se refere ao romance homônimo de Emily Brönte que narra um amor destrutivo, quase doentio entre dois jovens. Essa música marca a infância de muita gente, principalmente, pela face fantasmagórica que Kate Bush assume no clipe. Mesmo após várias versões, o refrão grudento ainda é lembrado na voz de Kate: “Heathcliff, it's me, I'm Cathy, I've come home/ I'm so cold, let me in in-a-your-window”.




4. "A-lex" Sepultura

Pra mostrar que metal não é só gritaria, os meninos do Sepultura, depois de lançarem, em 2006, o Dante XXI, um álbum baseado na obra mais representativa de Dante Alighieri, lançaram, em 2009, o álbum A-lex baseado na obra de ficção científica de Anthony Burgess, Laranja Mecânica. O nome, além de fazer alusão a personagem central do livro, ainda traz uma expressão latina que significa “sem lei”, quase um trocadilho.



5. "Brave New World" – Iron Maiden

Usando como mote a obra futurista de Aldous Huxley, Admirável Mundo Novo, o Iron Maiden também integra nossa lista. Na verdade, o título para o álbum veio da citação da obra de Shakespeare, na peça A Tempestade: "How beauteous mankind is! O brave new world, that has such people in't!", o que já bastaria para chegar aqui, certo? Porém, ao reler o livro de Huxley, Bruce Dickinson achou que a obra valia uma música no álbum e voilà.




* Postagem retirada, sob autorização, do blog Geleia Geral #001.