Amigos do Rogers

15 de abril de 2013

Até breve

Vou ali fazer uma reformulação rápida na minha mente e volto em breve. Não se preocupem, estarei bem suprido: estou levando iogurte, livros e um restinho de esperança. De quebra, selecionei algumas músicas que serão tocadas no ar, pois pra onde vou não há toca-discos, infelizmente. Beberei muita água, prometo. Não dançarei com o diabo (não gosto dele). Se Deus estará comigo aí já não sei. Não seria pedir demais, já que há 7 bilhões de seres humanos e ególatras suplicando, todo dia ou na hora da morte, por sua ajuda? Tenho medo de fantasmas, sobretudo dos meus, esses que resolvem aparecer quando menos espero e tentam me convencer que estou ficando biruta. Espero que eles não apareçam justamente no momento em que estarei sozinho e serei, por opção, o indivíduo mais solitário do planeta. Não levarei nenhuma arma de fogo ou de rosas, juro. Aproveitarei a oportunidade pra escrever o livro da minha vida. E como é o livro da minha vida, decorarei todas as suas palavras, entrelinhas e tramas e o jogarei fora logo depois. Ele ficará guardado aqui, ó, e será o meu bem mais precioso, juntamente com o(s) meu(s) filho(s), dentre os quais os que ainda não conheço e os que porventura nascerão. Prometo tentar levar à frente o projeto de Brás Cubas, que era criar uma fórmula que solucionaria/solucionará todos os males do espírito. Caso não consiga finalizá-lo, sejam bonzinhos comigo. Pensem pelo lado positivo: eu tentei. Caso consiga, darei as primeiras cápsulas às pessoas que mais amo, das quais não ouso dizer os nomes. Não tomarei muito café, ok? Prometo. Com a água, estou levando várias lembranças: tomarei goles e goles daquelas que me fazem sorrir feito bobo (mais ainda). Quando voltar (se voltar), serei alguém muito especial, ou seja, exatamente o que sou hoje. Até breve.