Amigos do Rogers

22 de janeiro de 2015

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Mosaico de rancores, de Márcia Barbieri


TRECHOS:

"Todo amanhecer é um desvendar de coisas velhas e inéditas".

"O nosso amor é um caixão de madeira podre que jamais deveria ter sido aberto".

"É preciso desmanchar para renascer. Não ando morrendo, apenas surgindo para outras evidências".

"A barba crescida lembra um comunista que não reparte nem o amargo do próprio cuspe".

"A morte faz sentido somente para o florista".

"Eu te quero bem desde antes do Big Bang e até o final dos planetas".

"Nosso amor é uma estrofe esquecida de acontecer. Poesia marginal em boca burguesa".

"Amores não morrem, são sacrificados".

"Amá-lo é mergulhar com os bolsos cheios de pedras num rio verde e calmo..."

"Ando tropeçando na imagem suja e imperfeita que fez de mim. Eu me enxergo com seus olhos e não gosto do que vejo".

"O início de tudo é também o fim de uma história trágica".

"A vida só é engraçada para os lunáticos".

"A fidelidade é viajar em círculos de tédio".

"Não existe nenhuma criatura reta que não guarde bombzs atômicas no olhar catatônico".