Amigos do Rogers

12 de fevereiro de 2014

Sobre os suicidas

Quem sou eu pra julgar os suicidas? Talvez a morte não seja nada disso que nos causa tanto medo, tanto pavor; talvez ela seja mesmo aquele momento de paz absoluta, uma paz nunca conseguida nesse mundão véi, que nos traz problemas atrás de estresses, decepções atrás de tristezas, desesperos atrás de desamores. Aguentar? Cada qual sabe onde lhe dói mais; e somente ele (somente ele) sente a dor em sua plenitude, que - embora bonito o termo - é uma dor às vezes insuportável. Suportar? A vida é dele e somente ele, hoje mais do que nunca, é capaz de decidir até quando consegue suportar a lida. Às vezes o suicídio é, mais do que um ato de desespero, um ato de compaixão por si mesmo. É um ato de amor que, em muitas vezes, somente o suicida (em potencial) sente por si mesmo; mais ninguém. É uma decisão difícil porque, segundos após aquele momento em que não se vê saída, pode descobrir-se uma luz, que sempre esteve ali bem na frente dos olhos mas, por estarem tão próximos da luz, desfocaram a visão.