‘Crisântemo’ e a roda viva da existência
Por Krishnamurti Góes dos Anjos O exercício da crítica literária, muitas vezes, perde-se em juízos puramente subjetivos. No entanto, ao analisar Crisântemo , obra de Gustavo Coelho e Sinvaldo Júnior, meu foco se desloca para o que realmente importa ao leitor: a construção do enredo, o ponto de vista narrativo e a eficácia da linguagem em traduzir o humano. Os escritores, ambos residentes em Uberlândia, Minas Gerais, resolveram unir seus talentos e deram vida a uma narrativa que, pela estrutura interna de ação mais sintética, linear e rápida, aproxima-a do gênero novela, aquele ponto intermediário entre o conto e o romance: 125 páginas, 26 capítulos curtos que trazem títulos de músicas de conhecidas bandas e cantores: The Tears, Legião Urbana, John Lennon, Frejat, Rolling Stones, Biquini Cavadão, entre tantas outras. Tal recurso é um dos diferenciais mais marcantes de Crisântemo, ou seja, sua simbiose com a música. A narrativa é, assim, atrelada a uma t...









